O Blockchain Fórum Porto Alegre é uma realização do Diretório Central de Estudantes da PUC-RS. Contando com grandes nomes do mundo das criptomoedas, como Luiz Calado (economista-chefe do Mercado Bitcoin), Marcos Henrique (sócio da Foxbit) e Fernando Ulrich (XP Investimentos). Confira o programa aqui.

O Bitcoin Brasil levou representantes para acompanhar o fórum, e traz para você o conteúdo do maior evento de blockchain do Sul do país. O primeiro dia de palestras foi ontem, dia 06 de junho, e amanhã também cobriremos os pontos do segundo dia.

 

1º painel – Blockchain

O primeiro painel foi composto por Helio Guilherme, da Nowgo, Luiz Jeronymo, representando o consórcio R3 e Fabio Junges, da Teevo S.A.

Helio falou do capítulo brasileiro do blockchain. Alguns dos usos do blockchain que o palestrante comentou foram suas aplicações em votação, identidade e representação. É verdade que o Facebook já permite uma maior democratização, mas isso é gerenciado por uma instituição central, o que gera todo tipo de problemas de privacidade. O blockchain permite o gerenciamento de seus dados e vontade de forma descentralizada. Um dos projetos citados foi o democracy.earth, empresa que quer aumentar a participação popular nas democracias.

Luiz Jeronymo falou da Corda, blockchain gerenciado pelo consórcio R3. O R3 reúne instituições financeiras e órgãos reguladores mundiais para estudar a aplicação do blockchain no sistema financeiro tradicional. De acordo com um relatório da Bain, de 2017, o uso do blockchain pelos bancos pode gerar economias da ordem de US$ 35 bilhões anualmente no mundo.

A seguir, a palestra de Fabio Junges sobre a tokenização de ativos também mostrou casos interessantes. Alguns bons projetos citados foram One Percent e Mega Cryptopolis, onde é possível gerenciar uma cidade descentralizada. Apesar do potencial, questionamentos como “mas quem faz a verificação das informações” foram feitas, e ainda precisam se respondidas pela comunidade.

 

2° Painel – Blockchain e Criptomoedas

Lucas Perez comentou sobre alguns usos reais do blockchain. Um dos projetos citados é o do Banco Maré e a moeda social palafita, usada localmente para aumentar o acesso da população local a serviços bancários como pagamento de boletos. Foi discutido também o uso do token BNDES, que vai ser usado para empréstimos e investimentos mais transparentes. Atualmente, está em fase de teste.

Rudá Pelini falou sobre a inteligência artificial e o futuro dos digital assets. Um dos principais usos é sobre os investimentos, e programas que tomam decisões inteligentes pelo usuário.

Paulo Fagundes, um dos organizadores do evento, deu um panorama geral sobre o uso do blockchain. Destacou que a ignorância ainda é muito grande, sobre as criptos e sobre a tecnologia, o que precisa ser urgentemente resolvido. A segurança dos dados foi tema de destaque.

Gustavo Moraes, professor da PUC-RS, destacou os aspectos econômicos das criptomoedas. São três as funções da moeda: reserva de valor, meio de troca e unidade de conta. As criptomoedas já se provaram como reserva de valor – o que não quer dizer que seu preço não varie – mas ainda é preciso comprovar os outros usos. Como prova da consolidação, o professor destacou que o volume do Bitcoin já é maior que onda B3, o que a posicionaria como a 9° maior bolsa do mundo.

Por fim, para encerrar o painel, Eduardo Makiyama listou uma série de usos do blockchain.

 

O fim do dia contou com uma mesa composta pelos paletrantes do segundo painel, mais a presença de Luiz Calado, economista-chefe do Mercado Bitcoin e Marcos Henrique, relações públicas da Foxbit. O encontro entre as corretoras rendeu algumas farpas dos dois lados, recebidas com bom humor. Eles receberam perguntas da platéia.

Calado destacou um ponto muito discutido recentemente no mundo cripto, que é o fato de que o blockchain não é resposta para tudo. Apesar disso, acredita no futuro das criptomoedas e no seu potencial disruptivo para o sistema financeiro e outros.

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O 1º dia do Blockchain Fórum de Porto Alegre
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