O Mitsubishi UFJ Financial Group (MUFG) anunciou uma parceria com a empresa de computação em nuvem Akamai. Eles irão criar um blockchain capaz de processar 1 milhão de transações por segundo, para criar uma rede de pagamentos super rápida.

De acordo com o comunicado, as empresas esperam “unir a expertise em pagamentos do MUFG e a expertise em plataformas em nuvem globais da Akamai (…) para criar um sistema de pagamentos global compatível com Internet of Things (IoT) até 2019”.

Integrar um sistema de pagamentos com objetos abre todo o tipo de possibilidades. Imagine ir trabalhar em um carro autônomo, que te leva sem precisar de nenhum tipo de intervenção. Caso ele seja também conectado à internet, e a uma rede de pagamentos como a do MUFG, enquanto você trabalha seria possível que ele trabalhasse como Uber. Caso ao longo do dia fique com gasolina baixa, ele mesmo para no posto e abastece com o dinheiro que ganhou ao longo do dia. No horário em que sair do trabalho, ele estará esperando.

O blockchain a ser desenvolvido pelo MUFG irá começar com 1 milhão de transações por segundo, e 2 segundos de latência – o tempo que leva para a aprovação de um conjunto de transações. As empresas esperam que a tecnologia possa ser melhorada a até 10 milhões de transações por segundo.

Trata-se de uma melhoria significativa em relação às principais criptomoedas atualmente. O blockchain do Bitcoin consegue processar em torno de 7 transações por segundo, enquanto o do Ethereum chega a cerca de 20. A Visa alega conseguir processar mais de 24.000 transações por segundo, sendo que na prática precisa lidar com pouco menos de 2.000.

Pelo comunicado, a plataforma vai ser aberta. O objetivo é atender a variedade de transações que podem surgir no futuro. Por exemplo, um dos modelos que se discute é pagamento por tempo usando um serviço. Se um YouTuber fizer uma transmissão exclusiva, ele poderia cobrar por segundo de vídeo assistido, em uma série de micro transações.

O MUFG está entre os maiores bancos do mundo, com trilhões de dólares em ativos. Ele também é um dos mais envolvidos no setor de criptomoedas e blockchain. Ele é um dos investidores da maior corretora do Japão, a bitFlyier, e de uma das maiores do mundo, a Coinbase. Também existem rumores de que o banco está preparando a sua própria corretora, como foco duplo em investidores institucionais e de varejo. O banco ainda anunciou estudos para criar a MUFGCoin, uma criptomoeda própria que pode entrar no mercado em 2019.

Maior Banco do Japão vai lançar super-blockchain de 1 milhão de transações por segundo
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