Um dos assuntos mais discutidos no momento é o das famosas baleias do Bitcoin, e a possibilidade que estejam manipulando os preços dessa e de outras criptomoedas. Baleia é o termo popular usado para grandes carteiras que possuem quantidades significativas de Bitcoin. Um exemplo é o endereço 1KAt6STtisWMMVo5XGdos9P7DBNNsFfjx7 que possuía a módica quantidade de 93.947 BTC, equivalentes a pouco menos de 3 bilhões de reais.

O endereço acumulou os Bitcoins ao longo desse começo de ano, e a transferência de alguns milhares de BTC de wallets para a Huobi, corretora asiática, causou preocupações na comunidade. Esse valor, liquidado de forma irresponsável, tem o potencial de mexer com o preço mundial do Bitcoin. Mesmo com as transferências, o endereço ainda é o sexto mais rico do blockchain.

A CCN publicou matéria sobre o assunto, especulando a quem poderia pertencer o endereço.

Para os leitores, é bom explicar: endereços que começam com o número 1 são de assinatura única – ou seja, apenas uma pessoa consegue realizar transações. Por outro lado, endereços que começam com 3 pertencem a carteiras multi assinatura, características de corretoras, que precisam da assinatura de vários diretores para que os fundos sejam gastos. Na lista dos 100 endereços de Bitcoin mais ricos, os 5 primeiros são identificáveis como de exchanges. De fato, pertencem à Bitifinex, Binance, Bittrex, Huobi e Bistamp.

Esse endereço é o primeiro da lista cujo dono é um indivíduo. Aparentemente, ele acumulou os fundos a partir de transações OTC, o que sugere que ele não iria descarregar os fundos em uma corretora. Parte significativa desses fundos surgiu da Huobi e da HaoBTC, o que sugere que ele seja asiático.

Estudo Hodlers vs Traders

A notícia casa muito bem com outro estudo, publicado no Financial Times, dizendo que a quantidade de Bitcoins nas mãos de traders chegou mais perto do que nunca do número de Bitcoins na mão de holders. A empresa Chainalysis realiza todo tipo de estudos sobre o blockchain do Bitcoin. Sua mais recente conclusão é que o número de Bitcoins nas mãos de pessoas que negociam a moeda todos os dias – os traders – está em 5,1 milhões. Por outro lado, 6 milhões de Bitcoins estão parados há mais de um ano – nas carteiras de holders.

O estudo também destaca a desigualdade que existe no blockchain do Bitcoin. 1600 carteiras possuem mais de 1000 bitcoins cada, em um total de 5 milhões de Bitcoins – um terço do total. Isso levanta questões sobre a possível manipulação de mercado por grandes players.

E aí, o que você acha dessas whales? São um risco para o Bitcoin, ou ajudam a comunidade ao criar escassez, levantando os preços? Conta para a gente nos comentários.

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As baleias do Bitcoin
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