Depois de rumores sobre o banimento, agência reguladora confirma que exchanges terão que fechar atividade

Depois de rumores divulgados por Wall Street Journal e Bloomberg sobre o banimento das exchanges de Bitcoin na China, a informação se confirmou.

Na manhã desta sexta-feira, 15 de setembro, o Escritório de Remediação de Riscos Financeiros da Internet de Pequim encaminhou um documento para as exchanges chinesas orientando como proceder para a suspensão das negociações de moedas digitais.

O documento orienta o que as exchanges devem fazer para lidar com os dados dos clientes e suas informações bancárias.

Diz, também, expressamente que elas devem interromper a negociação de todas as criptomoedas.

Na véspera (esta quinta-feira), a maior exchange chinesa, a BTCC anunciou que encerrá suas operações na China dia 30 de setembro.

A orientação é que “os acionistas, controladores, executivos e pessoal financeiro e técnico principal das exchanges devem cooperar plenamente com as autoridades durante a compensação, permanecendo em Pequim”.

A agência reguladora ainda exige que as exchanges informem diariamente os seus desenvolvimentos às autoridades locais antes do encerramento da compensação.

Além disso, devem salvar todos os usuários, manter seus dados e enviá-los às autoridades locais imediatamente em DVDs.

Declaração oficial da China

Li Lihui, alto funcionário da Associação Nacional de Internet Financeira da China e ex-presidente do Banco Popular da China, o banco central do país, disse que os reguladores globais devem trabalhar juntos para supervisionar as criptomoedas.

“Tokens digitais como bitcoin, ethereum que não têm Estado não tem endosso soberano, um organismo emissor qualificado ou a confiança de um país, não são moedas legais e não devem ser tratados como moedas digitais”, disse Lihui em coletiva de imprensa em Xangai.

“Eles podem ser ferramentas para fluxos financeiros e de investimentos ilegais”.

Lihui ainda afirmou que deve haver diferença entre as moedas digitais, que estão sendo estudadas e desenvolvidas por autoridades como a do Banco Popular da China, e tokens digitais como o bitcoin.

Moedas digitais desenvolvidas por autoridades podem ser usadas para o bem, com a regulação certa, afirmou ainda Lihui.

A cotação do Bitcoin nesta sexta-feira chegou a cair para US$ 2.972, mas se recuperou e voltou a ficar em cerca de US$ 3.600 nas últimas horas, segundo o coinmarketcap.com.

O valor mais baixo é 40% menor do que o Bitcoin alcançou no início de setembro, quando ficou perto de US$ 5.000.

Cerca de um quarto das transações de Bitcoin acontece na China, que também é a sede de alguns dos maiores mineradores do mundo.

China confirma banimento e obriga exchanges a encerrar transações de Bitcoin
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