A Circle é uma uma startup de criptomoedas, sediada nos Estados Unidos. Uma investida do Goldman Sachs, é famosa por ter comprado a Poloniex, uma das maiores corretoras de criptomoedas do mundo. De acordo com a Bloomberg, a Circle vai buscar licença bancária.

Entre os serviços oferecidos pela Circle estão wallet, plataforma de investimentos e mercado de balcão, para grandes quantidades de criptomoedas. Supostamente eles também irão buscar uma licença de corretagem junto à SEC.

São duas as vantagens do movimento. A primeira é a possibilidade de negociar ativos que são considerados valores mobiliários. Algumas criptomoedas podem estar sob a supervisão de órgãos reguladores, o que gera problemas e custos legais. A segunda é remover a necessidade de registro nos 50 estados americanos. Isso transfere a conversa regulatória para um só âmbito. O primeiro passo é buscar a licença da SEC, para depois progredir para a licença bancária.

Transformar-se em banco traz dois grandes benefícios: fazer compensações diretamente com outros bancos e usar a rede bancaria mundial. Assim, poderiam reduzir custos aos clientes.

Um dos argumentos dos executivos da Circle é o fato de que obter a licença e ver uma empresa de criptomoedas seria um ótimo teste para os órgãos reguladores. Não é segredo que os bancos de Wall Street estão cada vez mais interessados em criptomoedas. Usar a Circle como teste poderia dar uma orientação de como lidar com situações inesperadas.

Para o presidente da Circle, Jeremy Allaire, o foco da empresa é oferecer o máximo de criptoativos possível. Isso não se limita a criptomoedas. O ponto é oferecer o máximo possível desses ativos a investidores pessoa física.

Conheça o Mercado Bitcoin, maior corretora de criptomoedas da América Latina

Circle vai buscar licença bancária nos Estados Unidos
Avalie