O mercado de moedas digitais é cheio de altos e baixos, como você já sabe. E justamente por ser volátil, ele também é refém de previsões positivas e negativas sobre seu futuro. Dessa vez, o economista-chefe do FMI, Kenneth Rogoff, foi o responsável por vislumbrar a derrocada do Bitcoin.

“Acredito que o Bitcoin valerá uma pequena fração do que custa atualmente”, afirmou Rogoff. De acordo com ele, a moeda digital mais popular do mundo tem mais chances de custar US$ 100 do que US$ 100 mil em dez anos.

Nesta terça-feira, dia 13, o Bitcoin está sendo cotado a US$ 9,1 mil no CoinMarketCap e é negociado a R$ 30,1 mil no Mercado Bitcoin.

Futuro nebuloso

O motivo da descrença do economista no ativo digital é a regulação. Segundo Rogoff, o preço do Bitcoin será diretamente afetado por decisões unilaterais de países sobre o mercado de moedas digitais. Contudo, isso não deve acontecer em breve.

“O Bitcoin precisa de regulação global e não de ações diferentes de cada nação”, comentou. O representante do FMI disse ainda que a lavagem de dinheiro e a evasão fiscal sustentam o sucesso da criptomoeda hoje em dia.

Rogoff não é o único economista cético em relação ao futuro das moedas digitais. O vice-presidente da companhia Bershire Hathaway, Charlie Munger, criticou os investidores ao falar que aplicar em Bitcoin era “nojento”.

Rumores indicam que o Congresso americano trabalha para o desenvolvimento de um conjunto de normas para regulamentar o mercado e alertar sobre os riscos da sua volatilidade.