O Banco Central chinês, PBoC, órgão regulador do governo chinês no campo econômico, emitiu novamente declarações contundentes contra as ofertas iniciais de moedas (ICO’s). Pan Gongsheng, membro do PBoC, falou em uma reunião interna do Internet Finance Rectification Working Group que as criptomoedas são ilegais no país e representam formas ilícitas de captação de recursos e emissão de títulos.

Apesar da China ter proibido totalmente qualquer oferta inicial de moedas em 2017, Gongsheng afirmou que muitos projetos internacionais estão disponíveis no mercado chinês. Segundo ele “Qualquer novo produto financeiro ou fenômeno que não esteja autorizado sob a estrutura legal existente, nós os esmagaremos assim que eles se atreverem a aparecer”.

O grupo Internet Finance Rectification Working Group tem a tarefa de executar as instruções dos reguladores financeiros para controlar as atividades ilegais na esfera do financiamento pela internet. A autorização foi dada em 2016 pelo Conselho do Estado da China.

Apesar de não explicar como pretende restringir o acesso aos ICO’s estrangeiros e comércio de criptomoedas, o Governo chinês pode ter a ajuda do maior aplicativo de bate-papo do país, o WeChat, também conhecido como WhatsApp chinês. O WeChat, da gigante de tecnologia chinesa Tencent, indicou que está aumentando seus esforços para identificar traders de criptomoedas que usam a plataforma.

A própria Tencent, que também tem participações no SnapChat, QQ (outro aplicativo de troca de mensagens) e QQ Games (que engloba o jogo mais acessado do mundo, PUBG), relatou ter imposto restrições  à conta de negociação de moeda virtual nos últimos dois meses, ela também impôs um controle mais rigoroso sobre todas as contas pessoais confirmadas. Ela também fez avisos de risco óbvios para novos comerciantes de negócios em moeda virtual descobertos.

O meio de restringir o uso das criptomoedas é diminuir o uso e aumentar a verificação nas funções de pagamento que existem dentro do aplicativo.

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Governo Chinês ameaça ICOs
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