Um grupo de órgãos reguladores do mercado financeiro e de capitais planeja o lançamento de uma sandbox mundial. Uma sandbox é um ambiente regulatório especial, no qual as companhias ficam sob vigilância constante, mas em troca ganham certas dispensas regulatórias. Sob o nome de Global Financial Innovation Network (GFIN), o grupo, que conta com Reino Unido, Estados Unidos, Hong Kong, Austrália e outros, busca fomentar a adoção de tecnologias blockchain e distributed ledgers.

Em um ambiente de sandbox, as companhias ganham dispensas legais temporárias e específicas. Isso pode significar restrições geográficas de atuação, ou no número de clientes, ou no faturamento que a empresa pode alcançar. Assim, se a inovação não se provar benéfica, um número restrito de pessoas será prejudicado, e o órgão regulador consegue conter os danos.

A maior parte das soluções desse tipo são locais, mas o GFIN pretende que as startups em seu ambiente criem soluções de pagamento globais. Junto com o anúncio, o grupo lançou um paper de consulta com os principais pontos da parceria. Quem quiser comentar na configuração dessa sandbox mundial pode fazê-lo até 14 de outubro.

Mês passado a FCA aceitou 11 startups em seu quarto programa de sandbox, pioneiro no mundo em termos de fintechs.

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Marco Antongiovanni é Analista de Mercado de Criptomoedas no Mercado Bitcoin. Formado em Administração pela Fundação Getúlio Vargas e cursando Direito na USP.

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Grupo de reguladores planeja sandbox mundial
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