O banco norte-americano JP Morgan foi processado por cobrar taxas surpresa de seus clientes envolvendo transações com criptomoedas.

De acordo Brady Tucker, que começou a ação, o banco passou a considerar as compras de criptomoedas com cartão de crédito como adiantamentos em dinheiro. Isso permitiu à instituição cobrar taxas de até 30% ao ano sobre o valor, mais outras taxas. A reclamação até soa estranha no Brasil, onde as taxas de cartão de crédito podem chegar a 436%.

O processo cita uma declaração do presidente do JP Morgan, Jamie Dimon, quando afirmou que o Bitcoin era uma fraude. Ele também demitiria qualquer funcionário que fosse pego negociando a moeda, “por ser estúpido”. Dimon mais tarde se arrependeu dos comentários e afirmou que não deveria ter desmerecido a tecnologia de forma tão genérica.

Tucker escreveu que “além de demitir seus funcionários ‘estúpidos’, o banco resolveu punir seus consumidores ‘estúpidos’”. Ele iniciou uma ação coletiva em Nova York, e pede a restituição das taxas mais US$1 milhão em danos.

 

Bloqueio cartão de crédito

Vários bancos nos Estados Unidos e Reino Unido passaram a bloquear compras de criptomoedas pelo cartão de crédito. A justificativa foi o medo de endividamento pelos consumidores, o que os levaria a não conseguir pagara conta. Além disso, eles poderiam questionar as cobranças caso comprassem tokens ilegais.

Tucker disse no processo que sempre usou seu cartão para compra de criptomoedas em corretoras, e sempre pagou a fatura em dia. Para ele, o banco silenciosamente cobrou taxas equivalentes ao adiantamento de dinheiro e taxas de juros maiores que o normal.

Para ele, o uso do cartão se justifica, pelo fato de as transações serem instantâneas. Se usasse uma conta bancária, as transações demorariam dias para compensar. Tucker disse ainda que o banco nunca o notificou das taxas extras, ou teria parado de usá-lo.

 

Para os mais curiosos, o caso é Tucker v. Chase Bank USA NA, 18-cv-3155, U.S. District Court, Southern District of New York (Manhattan).