A quantidade de energia gasta para a mineração de novos bitcoins já assusta muita gente há anos. Um especialista em bitcoin na PwC estima que o atual consume de ernergia por servidores que rodam o software do bitcoin é no mínimo 2.55 gigawatts (GW), equivalente a 22 terawatt-hora (TWh) por ano. A operação do Google, por exemplo, usou 5.7 TWh em todo o ano de 2015. Atualmente, a mineracão de bitcoin consome cinco vezes mais do que o que consumia no ano passado – e não há previsão de que esse valor vá diminuir.

A questão é: por que o bitcoin gasta tanta energia para existir só eletronicamente?

O bitcoin e outras moedas crypto se baseiam no Blockchain. Os chamados mineradores buscam resolver uma espécie de quebra-cabeças algorítmico, e a cada dez minutos em média um servidor encontra a solução, e então o minerador é remunerado com uma quantia, que agora é de 12.5 bitcoins. A combinação usada pelo minerador, de solução para o quebra-cabeças e de transações também passa a fazer parte do Blockchain.

Para garantir que os bitcoins não possam ser minerados muito rapidamente, já que o poder computacional só aumenta, o protocolo do bitcoin faz com que achar uma solução seja cada vez mais difícil – o que obriga os mineradores a continuarem melhorando sua tecnologia para ganharem cada vez mais rápido. E mais poder computacional demanda mais eletricidade.

Por mais que a tecnologia computacional cada vez melhore mais a eficiência na relação entre o computador e seu gasto de energia, a reposição automatic do bitcoin faz com que, enquanto houver dinheiro, os mineradores vão consumir cada vez mais energia. O especialista da PwC já projeta um cenário em que a mineração de bitcoin não sera mais lucrativa para os mineradores, se levarmos em conta o custo de centros de dados, da eletricidade e de sistemas que precisam de atualização constante.

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Juliana Liano é estudante da Faculdade de Direito da USP. Faz parte do Centro de Estudos dos Mercados Financeiro e de Capitais (CEM-USP) e é trainee no escritório jurídico global Norton Rose Fulbright.

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