Para driblar a fuga da população para o Bitcoin na tentativa de fugir da crise econômica, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, lançou ontem (03/12/2017), o petro, moeda digital baseada nos preços do ouro, do petróleo, do gás e do diamante, no que ele afirmou ser um avanço em direção à soberania monetária.

A moeda se diferencia do Bitcoin em dois aspectos, de acordo com o mandatário: o fato de ser controlada e emitida por um país e também ser atrelada a bens físicos. O que na prática a faria ser a primeira moeda “descentralizada” controlada por um governo.

Não foram divulgadas mais informações sobre como a novidade funcionará e nem quando irá começar a circular.

Em discurso feito em seu programa de TV, o presidente ainda garantiu que a adoção da moeda digital proporcionará ao país “novas formas de financiamento internacional”.

Também foram anunciados a criação de um observatório de blockchain com 50 especialistas com o intuito de gerar condições técnicas e legais para a nova moeda.

Reação interna

Opositores qualificaram a iniciativa como algo sem futuro. “Isso é Maduro sendo um palhaço. Não tem credibilidade nenhuma”, disse Ángel Alvarado, deputado e economista.

O petro surge no mesmo momento em que a moeda oficial venezuelana, o bolívar, registra desvalorização de 95% frente ao dólar.

Venezuela lança moeda digital “descentralizada”, pero no mucho
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