O Zimbábue bane criptomoedas, ao proibir todas as instituições financeiras do país de as negociarem. A reportagem é do website local de notícias, o NewsDay.

O diretor do Banco Central, Norman Mataruka, também responsável por aprovar novas instituições financeiras, emitiu uma circular em que instrui todos os bancos domésticos a encerrarem as contas de corretoras dentro de 60 dias liquidando e devolvendo seus fundos.

As instituições financeiras foram instruídas a “garantir que elas não usem, negociem ou detenham nenhum tipo de criptomoedas”.

A decisão foi explicada. Para Mataruka, o Banco Central tem a “obrigação de garantir a integridade do sistema de pagamentos”, o que atualmente não pode fazer com sistema de criptomoedas em curso. Em outro comunicado, ele alertou que indivíduos que lidam com criptomoedas o fazem “por sua conta e risco”.

“Qualquer pessoa que compre, venda, ou de qualquer forma lide com criptomoedas, seja online ou não, o faz por sua conta e risco, e não pode acionar o Banco Central ou qualquer outro órgão regulatório do país”.

Não é a primeira vez que o Zimbábue se pronunciou sobre o assunto. O Banco Central já tinha afirmado em Novembro de 2017 que considerava pagamentos com Bitcoin ilegais, até que um esquema regulatório fosse implementado.

 

O Zimbábue

Parece que a única corretora de criptomoedas do país, a Golix, vai ter que esperar para realizar seu sonho de revolucionar as finanças do país. Com a proibição, ela será totalmente proibida de operar com bancos, o que provavelmente quer dizer seu fim.

O Zimbábue foi assolado por uma crise monetária com poucos paralelos na história da humanidade. A hiperinflação começou no final dos anos 1990, quando o governo tomou terras de particulares.

A situação se agravou em 2008 e 2009, quando ficou difícil calcular o tamanho do aumento dos preços por que o governo parou de emitir cálculos oficiais de inflação. Contudo, estudos estimam que o pico foi atingido em novembro de 2008, com uma inflação mensal na porcentagem de 79,6 bilhões. Em 2009, o país parou de emitir moeda própria, usando a de outros, especialmente o dólar americano. Só que isso gerou um novo problema: antes havia excesso de notas circulando, e agora há escassez.

Isso mostra o que pode acontecer quando um país perde o controle de sua economia. Muitas vezes pode parecer que casos como esse estão apenas nos livros de história, quando lemos sobre a inflação na Alemanha dos anos 1920 ou da Hungria um pouco antes. Essa última é conhecida como a pior hiperinflação da história, sendo que em seu auge os preços dobravam todos os dias.

O Bitcoin e outras criptomoedas tem como objetivo justamente ajudar a combater situações essa. E mesmo assim o Zimbábue bane criptomoedas, podendo prejudicar assim seu povo.

 

Outros casos de proibição

Na África, o Banco Central do Quênia emitiu uma circular mês passado, na qual alertava sobre os riscos de lidar com criptomoedas.

Países como a Índia e o Paquistão também anunciaram uma proibição para os bancos nacionais de negociarem com criptomoedas. Corretoras indianas entraram com uma ação na Suprema Corte, alegando que a regra estaria violando seu direito de explorar atividades comerciais que não sejam ilícitas.

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Zimbábue bane criptomoedas do sistema financeiro
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